Opção para se dedicar à fotografia

home office mary cruz

Trabalhar no sistema home office, via de regra, permite um jogo de cintura maior para desenvolver atividades diferentes. Que o diga a fotógrafa Mary Cruz. Formada em História pela UFRJ, ela hoje divide a rotina entre a fotografia e o trabalho com mídias sociais.

Além de contar como se organiza entre as duas agendas, a Mary também fala sobre a sua relação com o Rio de Janeiro e dá dicas de trilhas deliciosas para ouvir durante o trabalho.

1. Como aconteceu o home office na sua vida?

Bem, eu sou formada em História, mas logo no meio da faculdade vi que não queria ser professora e trabalhar só com pesquisa no Brasil é impossível, pouca grana. Sempre gostei de fotografia, e nessa época de frustração com a faculdade comecei a investir nisso.

Trabalhei como vendedora em loja, depois em uma marca de moda-praia na área comercial. Aí larguei para investir só na fotografia, o que tem sido bem difícil, pouco trabalho. Então hoje, além dos freelas de foto, também trabalho com mídias sociais, e é nisso que desenvolvo o home office.

Mas a opção não surgiu de cara. A dona da empresa que desenvolve conteúdo de mídias sociais foi morar nos EUA e decidiu que seria melhor o home office. E assim entrou essa forma de trabalho na minha vida.

2. Como você organiza a sua rotina?

A minha rotina é tentar sempre não só entregar na data o conteúdo, como adiantar o que eu puder. Então costumo trabalhar nisso nos primeiros dias da semana, até porque podem surgir freelas de fotografia.

É sempre bom organizar a sua semana, montar uma tabela com o que você tem que entregar e ir marcando o que você já fez, e a dica primordial é, se possível, sempre deixar o trabalho um pouco adiantado… Geralmente quem faz home office é freela, e sempre pode aparecer um trabalho inesperado!

Eu costumo trabalhar sempre com música, as minhas bandas preferidas para ouvir trabalhando é Toe e Explosions in the Sky, são bandas instrumentais, as músicas são tranquilas, deliciosas de ouvir!

3. O fato de ter horários mais flexíveis mudou a sua relação com a cidade? 

Não mudou muito, continuo saindo no mesmo ritmo, e ando ficando até mais em casa… Você deve ter ouvido falar que o Rio não anda muito fácil, né? Violências MIL, preços absurdos… Mas o que foi bom pra mim foi ter um horário mais flexível para poder pegar outros freelas e fazer minhas atividades físicas.

4. Alguma dica de lugar legal no Rio de Janeiro para trabalhar fora de casa e variar o home office?

Nunca fui em um outro lugar para trabalhar, mas tenho amigos que gostam de ir para o Starbucks, acho que deve ser legal, lá tem um ambiente bom e tranquilo, principalmente a loja deles que fica na Rua Gomes Freire.

5. Às vezes o profissional que trabalha em home office sofre uma espécie de “preconceito”, no sentido de as pessoas acharem que ele está o tempo todo disponível. Rola isso com você? 

No início eu sofri um pouco de preconceito dos meus familiares sim, na verdade, ainda sofro, mas bem menos. Acho que as pessoas mais velhas, geralmente, não costumam lidar tranquilamente com o que é fora do comum, ainda mais se você ficar em casa na frente do computador, eles demoram pra perceber e se acostumar que aquilo é um trabalho e não só lazer.

6. E você sente falta de um trabalho “convencional”, com horário fixo, colegas de trabalho…?

Sentir falta de um trabalho fixo… Às vezes sim, é relativo… Tem dias que eu queria muito ter uma rotina, de acordar, ir ao trabalho, ver pessoas, trocar ideia durante o trabalho… Mas na maior parte das vezes curto não ter esse horário rígido, posso trabalhar um dia inteiro e no dia seguinte não trabalhar, uma liberdade que você nunca vai ter em um job fixo.