Home office no QG da Acurácia

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Formado em Educação Física, Tárlis Schneider trabalhava com iniciação esportiva para crianças quando resolveu investir no curso de Jornalismo. Uma escolha mais do que acertada: três anos depois, em 2009, ele deixou a carreira de professor e seguiu como fotojornalista.

Desde então já trabalhou para agências de fotojornalismo, cobrindo pautas pela cidade, e também passou pela fotografia do jornal Zero Hora. Com conhecimento de como funciona a rotina no jornal e nas agências de notícias, optou pela última. Hoje no comando da Acurácia Fotojornalismo, ele conta como fez do home office a sua base operações.

1. Como a Acurácia funciona e como as pautas são definidas?

A Acurácia é uma agência de notícias especializada em fotojornalismo. Ou seja, cobre fatos e usa a fotografia como linguagem. Oferecemos esse material fotográfico às empresas jornalísticas gaúchas e nacionais, que fazem uso em suas publicações. Em nosso site, os editores podem fazer download do material disponibilizado.

As pautas são definidas de acordo com sua relevância jornalística, social e comercial. Avaliamos essas questões e, evidentemente, os custos para cobrir determinado assunto. O nosso foco é Porto Alegre e assuntos do Estado do RS. Como agência, queremos nos transformar num hub de notícias entre RS e o restante do país, principalmente para publicações de SP e RJ.

2. O que levou você a optar por um negócio próprio e consequentemente pelo home office? Quanto tempo você está nessa?

Optei pelo negócio próprio não só pela flexibilidade de horários que o empreendedorismo me proporciona, mas principalmente pelo leque de pautas que posso cobrir, e aquelas que acho importante publicar. Se fosse contratado por uma empresa jornalística, teria que cobrir assuntos que não são do meu interesse. E isso me deixava muito desconfortável.

Decidi montar a Acurácia em 2011, depois de algum tempo trabalhando para outras agências. Desde então, tenho meu home office como base de operações. Seria interessante ter um endereço comercial convencional, mas não é necessário, e posso investir os custos de um aluguel em outros assuntos relacionados à agência.

3. E como é a sua rotina de trabalho?

Não existe uma rotina propriamente dita, pois sempre estamos ligados aos acontecimentos do dia a dia. Quando não temos pautas definidas, fico ligado ao noticiário do rádio, portais e redes sociais. Os fatos acontecem a todo instante e uma simples nota no rádio pode se tornar uma notícia bem interessante. Isso começa pela manhã, quando as notícias de serviço público (transportes, clima, segurança) são mais fortes.

Quando as coisas estão calmas, ou seja, não temos assuntos para fotografar, invisto meu tempo em organizar o acervo de fotografias da Acurácia, movimentar as redes sociais da agência, fazer contatos para futuras pautas, organizar viagens e, evidentemente, procurar novas pautas para cobrir.

4. Você já trabalhou em redação e às vezes também trabalha diretamente com o cliente, certo? Você sente falta de algo quando compara estes momentos com o a rotina no home office?

Sim, bem isso. Como agência, também presto serviços diretos a clientes. A vantagem disso é trabalhar em equipe. As atividades no home office, assim como a prática do fotógrafo, são um tanto isoladas. Nas pautas, encontro com colegas e amigos de profissão, mas não é o como trabalhar em uma redação, onde a troca de informações e conhecimento (principalmente em técnicas fotográficas) são constantes.

5.  Qual foi o lugar mais inusitado, ou o assunto mais marcante, no qual a Acurácia esteve presente?

Acho que a pauta mais incomum, aquela que acontece pouquíssimas vezes, foi uma que realizei em Capão Novo, litoral norte do RS. No inverno de 2010, uma baleia Jubarte encalhou na costa, onde permaneceu por alguns dias. Ficamos na volta daquele animal por horas, torcendo para que conseguisse retornar para alto mar. Infelizmente, estava muito fraca e acabou morrendo. Surgiu então uma nova pauta, como seria enterrada a tal baleia. Imagine tirar um animal de toneladas de dentro do mar e depois ser sepultado… sim, tínhamos que acompanhar isso.

Se for relembrar do assunto mais marcante, sem dúvida foi cobrir os desdobramentos do incêndio da Boate Kiss, em Santa Maria. Cheguei na cidade horas após o incêndio, onde permaneci por uma semana, cobrindo o desastre para os jornais Extra e O Globo, do RJ. Dias extremamente pesados.

6. Alguma dica para melhorar a rotina de quem trabalha em casa?

Tenha um local de trabalho limpo, arejado e onde se sinta confortável. E que tenha uma janela que forneça muita luz natural! Como professor e entusiasta da atividade física, também recomendo para o pessoal do home office que coloque na sua agenda um horário para fazer exercícios, seja qual for! Um tempinho de 30/45/60 minutos todos temos que ter. Isso influencia diretamente em nosso rendimento, humor e saúde. Bom trabalho à todos!

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