O lado home office do Cozinheiro Amador

Adoro Home Office

Com a Intensa, Adelino Bilhalva é um dos responsáveis por produzir diversos canais para o Youtube, como o Cozinheiro Amador e o Guia de Sobrevivência Gastronômica, além de produções exclusivas e vídeos institucionais. Ele explica que a produtora é “de guerrilha”, já que ele trabalha com pouco equipamentos e equipe só por crowdsourcing. Isso faz com que ele tenha o básico necessário para captações de imagens e edições.

1 – Desde quando você trabalha em home office? Quais são as vantagens, no seu ponto de vista?
Basicamente desde sempre. Mesmo trabalhando em alguns períodos como freelancer em agências de propaganda, sempre tinha mais um período de trabalho para cumprir em casa. Acredito que a principal vantagem de trabalhar em casa é pagar só um aluguel, luz, internet, etc.

2 – Você decorou sua casa já pensando no home office, certo? Quais foram as prioridades na hora de montar o espaço de trabalho?
Sim, mas não só pensando no home office. Faz alguns anos que eu adotei a ideia do minimalismo para a minha vida toda. Doei os livros de romance que eu já li e guardei só os livros técnicos que uso como consulta. Me livrei de CDs, fitas e tudo o que é nostalgia e que eu possa substituir por uma versão digital. Reduzi minhas roupas ao máximo, ficando apenas com o essencial. Bom, fiz isso com tudo: utensílios da cozinha, móveis, decoração. Só não abro mão dos equipamentos para desenvolver meu trabalho. O resultado disso tudo é que consigo me organizar muito mais rápido que antigamente e hoje não preciso de um apartamento maior que um JK (ou kitinete). Algo maior simplesmente não faz sentido. Para organizar melhor o espaço, eu pensei em ter pelo menos duas funções para cada coisa. O sofá vira cama, a estante da sala também é meu roupeiro, o criado mudo vira mesa de centro, a cadeira de trabalhar é a mesma usada para jantar e por aí vai.
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3 – Qual é a maior dificuldade de trabalhar em casa?
Acho que todo mundo responde que o mais difícil é manter uma rotina diária e não se perder com as tarefas domésticas. Para evitar isso eu criei uma rotina de acordar cedo, tomar banho, café, ler algo e estar pronto para trabalhar às 9h. Tiro de 15 a 30 minutos pela manhã ou pela tarde para tocar algum instrumento ou ler um livro. Ao meio-dia sempre tenho alguma reunião, almoço na rua ou tiro para descansar mesmo. Sempre que possível encerro o expediente às 19h e daí começa a rotina de casa ou diversão. Claro que isso não funciona assim todos os dias. Nos últimos meses abrimos uma sala para os projetos dentro do Hub Criativo da Marquise 51, então tenho me dividido entre o home office e o escritório.

4 – Você tem algum método de organização? Qual?
Vários, mas o que mais me ajudou foi o GTD (Getting Things Done ou A Arte de Fazer Acontecer, em português). É um livrinho barato e que dá dicas para priorizar, organizar e concluir projetos. É uma ferramenta realmente muito boa e funcional. Aliando isso ao minimalismo, eu tenho conseguido não fazer bagunça dentro do home office e ter a mente mais limpa pra me dedicar os projetos.

5 – Falando um pouco sobre o Cozinheiro Amador, você experimenta todas as comidas? Teve alguém que mandou muito bem na cozinha? E que mandou muito mal?
Experimento sim, mas nem sempre o convidado cozinha para toda a equipe (são 5 pessoas).​ A maioria manda muito bem. O Elton Saldanha foi uma das mais deliciosas, ele fez uma paella muito boa. A Sara Bodowsky também mandou muito bem. Não sei dizer os favoritos e jamais revelarei os que mandaram mal!

6- Teve algum programa ou alguém que foi bem especial/significante para vocês?
​Recentemente gravamos com o Marcos Breda, que é ator global e foi muito parceiro da gente. Baita exemplo de profissionalismo e humildade. Mas, de coração, todos são significantes. A gente sempre sai da casa das pessoas com novos amigos. O lance de ir na casa do artista, na cozinha dele, cria um laço muito rápido e isso é muito legal.​

7 – E com o Guia de Sobrevivência, já rolou de passar mal em algum lugar?
Até hoje só por comer além da conta. O pessoal tem bastante preconceito com lugares de comida barata, mas pela minha experiência, se é barato tem muita saída, e se tem muita saída, não dá tempo das coisas estragarem. ;)​

8 – Qual foi o lugar mais barato que você já encontrou em Porto Alegre?
​Foi uma à la minuta por R$5,90, perto da Farrapos. Eu comia ali direto, mas parece que depois do vídeo o dono subiu para 6,90.

9 – Algumas pessoas que fazem home office reclamam de solidão. Como você lida com isso?
Como eu divido meu tempo entre o home office e o escritório, isso não acontece muito. A parte mais solitária é a da edição dos vídeos. Tarefa demorada e que requer muita concentração. Fora isso passo bastante tempo na rua interagindo com outras pessoas nas gravações das séries e vídeos institucionais.

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