Coworking invade prédios domésticos

Coworking - Adoro Home Office (via VisualHunt)

Ano passado nós falamos por aqui sobre uma novidade que já estava rolando nos Estados Unidos, que era trazer o coworking para dentro do espaço doméstico. Naquele post, trouxemos como exemplo um condomínio em Washington, que abrigaria quase tudo o que uma pessoa precisa para viver e trabalhar, evitando que o contato com o “mundo” fosse necessário. Uma coisa super futurista e até um pouco assustadora, mas em tempos de muito trânsito, pouca mobilidade, preços exorbitantes e violência por todos os lados, a ideia não parece assim tão ruim.

Fato é que isso chegou ao Brasil. Na semana passada a Gazeta do Povo publicou uma matéria mostrando como o espaço de coworking é a nova sensação dos condomínios. Em Curitiba, prédios já estão sendo entregues com coworkings, salas de estudos e espaços para reuniões fazendo parte da área social. Seria isso um reflexo de uma nova organização, em que famílias inteiras trabalham no formato home office? (Eu acredito/espero que sim!)

Nessa pegada, encontramos empreendimentos que oferecem apartamentos menores, de quarto e sala, e investem em um espaço comum para trabalhar perto de casa sem necessariamente ser dentro do apartamento. Assim é o Connect Life Work Trade, da construtora MR2, no Rio de Janeiro. Em Curitiba, o HUB, da Tecnisa, já oferece um espaço home office para os moradores. Em alguns casos, o condomínio oferece apenas uma sala de reunião na área comum, mas já vale a pena para os casos em que é preciso receber clientes ou fazer apresentações, né? O Tempo Bello, da Cyrela, em São Paulo, é assim.

Depois de olhar muitas opções nesses novos formatos, fiquei pensando que seria uma ótima ideia morar em um prédio com todos esse suporte para o home office. Afinal de contas, a gente já falou várias vezes por aqui sobre o lado menos “bonito” de trabalhar em casa, que geralmente inclui o sentimento de solidão e bloqueio criativo. Eu iria adorar morar em um lugar assim. E você? Gostou dessa possibilidade? Conta pra gente nos comentários.

2 Comments

  1. No condomínio onde moro há 6 anos na Barra da Tijuca, Rio, existe esse tipo de infraestrutura. Tem uma sala que eles chamam de home office, uma sala de reunião para 6-8 pessoas e uma biblioteca.

    Entretanto, não considero nenhum deles um de espaço de coworking, pois com exceção da biblioteca, nenhum dos outros espaços é compartilhado com outros condôminos. No caso da biblioteca, menos ainda, porque como toda biblioteca, é necessário silêncio, já que tem gente que usa para trabalhar e estudar.

    Já usei várias vezes e em nenhuma delas me senti a vontade para conversar com as outras pessoas. Isso é uma coisa que os espaços de coworking tem de diferente. Existe uma cultura interna que estimula as pessoas a isso.

    Eu só compararia esse tipo de infra em condomínios com espaços de coworking se uso fosse simultâneo e compartilhado entre os moradores e se houvesse qualquer tipo de convivência e troca entre eles. Um espaço onde não há troca de experiência, convivência e networking, não é um espaço de coworking. Mas acredito que seja apenas questão de tempo, já que a cultura do coworking ainda é muito recente no Brasil.

  2. É uma ideia que parece ser não tão inovadora, mas na verdade tem tomado muita força nos últimos tempos devido a mudanças que a internet traz na vida das pessoas. Muito legal este post, estamos todos no caminho certo.

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