Startup transforma restaurante em coworking

DBGB Kitchen and Bar, em NY, é o primeiro restaurante/coworking da Spacious (Foto:Andrew Frasz)

DBGB Kitchen and Bar, em NY, é o primeiro restaurante/coworking da Spacious (Foto:Andrew Frasz)

Imaginem a seguinte situação: um dos restaurantes mais legais da cidade, 7 horas antes de abrir. O salão já está cheio de gente, mas ninguém com pratos na mesa. Todos com computadores, concentrados e trabalhando. Outros fazendo pequenas reuniões e recebendo clientes. É isso mesmo, durante o dia o restaurante badalado pode funcionar como um espaço de coworking. Essa é a vontade da startup Spacious, que quer transformar os restaurantes que ficam muito tempo com espaços ociosos em uma área de coworking.

A empresa é americana e o início da operação acontece em Nova York. Por enquanto, apenas dois restaurantes fazem parte do programa, que pretende expandir rapidamente, já que são cerca de 2 mil possíveis restaurantes/coworking, apenas em NY. A ideia é oferecer um plano mensal ao usuário, que poderá usar qualquer um dos espaços conveniados por U$ 95 por mês ou comprar um passe diário de U$ 29.

Os fundadores explicam que com o fortalecimento da economia criativa e das flexibilizações trabalhistas, o número de pessoas buscando espaços alternativos para trabalhar cresce assustadoramente e os cafés da cidade já estão ficando superlotados. Além disso, a opção também aparece uma fonte extra para restaurantes, que normalmente tem um custo fixo alto e um espaço que pode ficar ocioso durante boa parte do dia.

Outra coisa importante para a Spacious é a hospitalidade e consistência do serviço, por isso eles mesmos vão gerenciar a playlist e o volume do som, oferecer uma internet de boa qualidade e servir café gratuitamente em todos os espaços.

Preston Pesek, um dos fundadores da startup, acredita que o potencial de crescimento é alto e explica que em apenas duas semanas um restaurante já pode fazer parte da base de afiliados. A Spacious já recebeu rodadas de investimentos e promete movimentar o cenário americano.

Eu já fico na torcida para que algo semelhante apareça por aqui! Será que pega?

*Com informações de Business Insider.

 

3 Comments

  1. Gislaine Maria da Silva junho 24, 2016 at 3:42 pm

    Achei q vcs iam falar da House of Foods, no bairro de Pinheiros, SP. Outro dia fui conhecer o espaço (e almoçar) e tive a impressão q o andar de cima, onde ficam os banheiros, era uma coworking por ter um pessoal trabalhando lá, cada um com seu notebook. Será?

  2. Conheço uma linda pizzaria que pelo que sei só abre para o jantar. Além disso, fica perto de uma universidades e três colégios,numa boa vizinhança, a 15/20 minutos de caminhada do metrô (há outra estação programada para um quarteirão de distância, mas não se pode contar com isso em SP).
    Ideal, mas qual seria o preço? O custo do espaço parado deve ser enorme, mas duvido que isso leve os proprietários a cobrarem pouco caso decidam abrir para co-working durante o dia, provavelmente alegando custo com os funcionários.

  3. A ideia é boa mas, se o restaurante está fechado,é por uma boa causa, como economia de energia, tempo para o pessoal reparar o lugar (limpeza, organização do material na mesa e etc), treinamento, caso o estabelecimento tenha contratado novos empregados e por ai vai.
    Claro que, existem outro varios, que ficam fechados por motivos de horarios, ou seja, que trabalham apenas no inico da noite ficando até de madrugada e, esses sim seria interessante oferecerem espaços para os free lancers ou home officers.
    Agora, notei que aqui, em São Paulo, nos termnais de metros e onibus (alguns) possuem espaços ociosos, então porque não criar wifi gratis permitidno que pessoas possam aproveitar o tempo de espera, trabalhando.
    Obviamente o pessoal que utiliza transporte publico para trabalho e, possue um dispositivo e, precisa em carater urgente fazer algo, poderia “trabalhar” enquanto espera.
    Claro que vai surgir aqueles home officers ou free lancers que irão aproveitar sim o local até porque, praticamente em todos os terminais, possuem quiosques de venda de alimentos rapidos.
    Um mão na roda para esse tipo de trabalho, principalmente quando as pessoas estão locomovendo e, precisam agilizar algo.

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