PME’s: 56% dos funcionários pensam em virar freela

Profissionais de PME’s são mais interessados em adotar uma nova forma de trabalho: 56% dos colaboradores de empresas com menos de 500 funcionários consideram a mudança para um estilo de trabalho sob demanda ou freelancer em detrimento do emprego regular. Em organizações maiores, 49% se sente seduzida pela mesma oferta.

Atualmente os profissionais de PMEs passam em média 21% do tempo fora do local de trabalho, sendo que 26% gostaria de passar até metade do dia de trabalho longe de suas mesas. Embora 72% acredita que as mídias sociais e a internet mudaram a forma como se comportam no local de trabalho, apenas 7% passa de 75 a 100% do tempo longe dos escritórios tradicionais.

Os números são do estudo Way We Work Study encomendado pela Unify, empresa do Grupo Atos focada em software e serviços de comunicação, e que entrevistou 5 mil trabalhadores do conhecimento*  de PMEs nos Estados Unidos, Reino Unido e Alemanha.

“Os trabalhadores do conhecimento estão definindo como, quando e onde trabalham, e as PMEs estão percebendo isso. Para se manter competitivas, elas devem colocar seus profissionais na vanguarda, e a tecnologia é fundamental para que essa iniciativa tenha sucesso”, afirma John DeLozier, Gerente-geral de Canais da Unify para as Américas.

Adeus ao escritório tradicional

O trabalho remoto já é visto como algo comum: quase metade dos profissionais (47%) acredita que ter um único escritório como ambiente físico de trabalho já é menos importante do que foi no passado.

Trabalhadores do conhecimento em PMEs valorizam o trabalho fora dos ambientes de escritório tradicionais, e para 37% das empresas com menos de 500 funcionários o pensamento criativo é um dos seus maiores benefícios, enquanto que 30% valoriza equipes virtuais por sua capacidade de reunir diferentes habilidades de modo efetivo.

Nas PMEs com menos de 500 funcionários e também nas grandes companhias, 48% acredita que estão trabalhando remotamente. Nas PMEs com menos de 100 funcionários o índice fica em 40%.

Ainda que as empresas maiores sejam mais propensas a ter mais localidades e por isso explorem naturalmente mais equipes virtuais, os números sugerem que PMEs veem valor nesse tipo de trabalho e estão dispostas a considerá-lo ainda mais no futuro.

Tecnologia para trabalho remoto

As ferramentas sob demanda (tecnologias baseadas na internet ou na nuvem) são utilizadas por 60% dos trabalhadores das PME’s. Esse número é maior do que o encontrado em companhias com 500 ou mais funcionários (53%), o que mostra a natureza ágil e voltada para o futuro daquelas de pequeno e médio porte.

O e-mail ainda é visto como uma ferramenta essencial para 70% das PMEs.  No entanto, essas companhias dependem dele menos do que as organizações maiores, nas quais 80% afirma que o e-mail é fundamental.

O uso de dispositivos particulares no trabalho é uma realidade para 61% das PMEs e para 47% das grandes organizações. Isso sugere que as pessoas querem trabalhar com equipamentos com que elas se sintam confortáveis estando fora do escritório, então, as pequenas e médias empresas precisam escolher ferramentas e aplicações de acordo com esta realidade.

“Se as pequenas e médias organizações quiserem continuar crescendo, precisarão ouvir as demandas dos seus funcionários. Atualmente, indivíduos em pequenas e médias empresas desejam ter mais controle sobre como e aonde trabalham, algo que tecnologia pode proporcionar. A força de trabalho está exigindo flexibilidade e, se a sua empresa não oferecer isso, outras oferecerão,” completa John DeLozier.

* Trabalhadores do conhecimento, conforme definido neste contexto, são funcionários cujo principal capital é o conhecimento para tomadas de decisões em empresas. O estudo também considerou como profissionais do conhecimento aqueles que tiveram envolvimento com a tecnologia em seus trabalhos rotineiros.