5 coisas que Xerox, Aetna e Dell ensinam sobre home office

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Quando o assunto é trabalho remoto, Dell, Aetna e Xerox estão entre as empresas que possuem as ideias mais inovadoras e que estão a frente nas políticas de home office.

A Xerox vem oferecendo opções de teletrabalho desde 1960, quando os funcionários literalmente levavam para casa as máquinas perfuradoras para registrar a entrada de dados. A Aetna lançou o seu programa de trabalho remoto há cerca de 20 anos. Na Dell os esforços são mais recentes, mas o impacto já é bem significativo.

Consultor e autor do livro “O Futuro do Trabalho”, Jacob Morgan teve a oportunidade de conversar com os líderes das três empresas para entender as peculiaridades dos programas implementados. De acordo com Morgan, em artigo publicado na Forbes, temos cinco coisas para aprender com os programas pioneiros de teletrabalho das referidas companhias.

 

1) Teletrabalho é negócio, estratégia, e não um privilégio.

O teletrabalho permite recrutar grandes talentos, independentemente de onde estejam. Além disso, políticas de trabalho remoto são também uma ótima maneira de reter os melhores talentos, dando-lhes mais flexibilidade.

Morgan conta que em nenhuma das três empresas que ele analisou o home office é visto como “uma coisa legal” que a companhia oferece, mas sim como uma necessidade para o negócio se manter competitivo no mercado de trabalho moderno.

 

 2) Teletrabalho não é para todos os colaboradores.

Na Xerox, antes do home office ser adotado como opção, o colaborador faz uma auto-avaliação para determinar se é uma realidade possível. Em seguida um gestor faz uma avaliação semelhante sobre o profissional e então os dois discutem juntos as opções.

A  Aetna avalia a possibilidade do colaborador fazer home office com base em três critérios: individual (se o colaborador tem as capacidades necessárias), função desempenhada (se o trabalho pode ser realizado em casa) e ambiente doméstico (o home office deve atender às normas de segurança).

A Xerox emprega mais de 140 mil pessoas em 180 países, 70 mil  deles estão nos EUA e desses 11% trabalham totalmente remotos. Milhares de outros colaboradores fazem home office em tempo parcial. A Aetna emprega 48 mil pessoas, sendo que 43% trabalham remotamente em alguma parte do tempo. A Dell emprega em torno de 100 mil, com cerca de 20% da sua força de trabalho atuando de forma remota.

 

 3) Educação e formação é uma obrigação.

É importante certificar-se de que os gerentes sabem como se comunicar e colaborar com os trabalhadores virtuais e vice-versa. Isto significa não só a compreensão das habilidades sociais, mas também a compreensão de como usar as tecnologias certas para facilitar a interação desejada.

Na outra ponta, os trabalhadores virtuais também precisam receber seu próprio tipo de treinamento. Na Dell, por exemplo, os colaboradores podem fazer cursos sobre como gerenciar a carreira e progredir na empresa como um trabalhador virtual.

 

 4) RH e TI devem trabalhar juntos.

Embora a justificativa para adoção do teletrabalho venha principalmente do RH ou de setores muito específicos do negócio, a estrutura de tecnologia que tornará o trabalho remoto possível sempre vem da TI. Isso significa que RH e TI devem atuar lado a lado.

Por exemplo, na Dell o teletrabalho é liderado pelas equipes de RH, mas elas trabalham muito de perto com a TI para entender as necessidades de recursos e segurança nas soluções de tecnologia.

 

 5) Os benefícios do teletrabalho são enormes, para a empresa e para os colaboradores.

A Aetna reduziu entre 15% e 25% os custos imobiliários, e só em 2014, evitando o deslocamento dos colaboradores, reduziu as emissões de CO2 em 46 mil toneladas. Na Xerox, anualmente, os profissionais deixam de percorrer 92 milhões de milhas, economizando US$ 10 milhões referente a combustível. Em 2014 a Dell economizou US$ 12 milhões e deixou de emitir mais de 6 mil toneladas de gases causadores do efeito estufa.

Todas as três organizações também afirmam que os colabores que trabalham remotamente parecem mais engajados, produtivos e felizes com o trabalho.

Pensando lá adiante, é difícil imaginar que o trabalho remoto não venha a ser uma estratégia central para as organizações que buscam atrair e reter os melhores talentos.

 

* Esse post faz parte da parceira entre a HOM e o Adoro Home Office. A HOM é uma empresa especializada em ajudar organizações a implantarem e gerenciarem novos modelos de trabalho a distância. Clique aqui para saber mais.

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