Pesquisa: sobe para 81% o índice de brasileiros que querem home office

brasileiros home office

Mais de oito em cada dez brasileiros gostariam de ter flexibilidade de local de trabalho, como poder trabalhar de casa ou de locais alternativos em caso de necessidade.

O índice, que era de 73% em 2015, subiu para 81% no último ano. É o que aponta a segunda edição da pesquisa Flexibilidade no Mercado de Trabalho, realizada pela CNI – Confederação Nacional da Indústria em parceria com o Ibope.

O levantamento aponta que o brasileiro também gostaria de ter mais espaço para negociar a rotina de trabalho com a empresa, mesmo que isso signifique flexibilizar regras trabalhistas. Na comparação com a pesquisa anterior, além do home office e da possibilidade de uma jornada flexível, cresceu o interesse do brasileiro por alternativas que permitam adequar a rotina de trabalho às suas necessidades pessoais.

Mais de dois terços dos brasileiros gostaria de poder trabalhar mais horas por dia em troca de mais dias de folga; 64% gostariam de poder negociar horários de almoço menores para poder sair mais cedo do trabalho e seis em cada dez gostariam de poder dividir as férias em mais de dois períodos no ano.

brasileiros home office

Formalidade e Flexibilidade

A pesquisa mostra, contudo, que são justamente os trabalhadores do mercado formal aqueles que menos conseguem exercer seu desejo por flexibilidade.

Apenas 41% dos que trabalham com carteira assinada dizem ter liberdade na jornada, frente a 79% daqueles que trabalham por conta própria e 72% dos empregadores que dizem ter horários mais flexíveis. A pesquisa chega a conclusão idêntica quando o tema é a flexibilidade para o local de trabalho.

Na visão da CNI, modernizar e desburocratizar as relações de trabalho no Brasil é urgente e necessário. Apesar dos avanços da tecnologia e da evolução nas formas de se produzir, as leis trabalhistas no Brasil perderam o compasso.

Um importante avanço, de acordo com a Confederação Nacional da Indústria, seria dar segurança para empresas e sindicatos de trabalhadores negociarem rotinas de trabalho, como as retratadas na pesquisa, respeitando o legítimo interesse das partes. Neste sentido, a inclusão de cláusulas conforme previsto no Projeto de Lei nº 6.787/16 (como formas alternativas de registro de ponto, intervalo intrajornada, horas flexíveis – limitadas pelo máximo constitucional – e trabalho remoto) é positiva e apenas reforça a necessária valorização da negociação coletiva, como prevê a Constituição Federal.

* Com informações da Agência CNI de Notícias. Acesse a página da pesquisa Flexibilidade no Mercado de Trabalho para ter acesso ao levantamento completo e fazer o download da publicação.

** Esse post faz parte da parceria entre a HOM e o Adoro Home Office.

trabalhe em casa

Deixe uma resposta