Estamos sempre em busca de experiências com o trabalho remoto para inspirar as empresas a considerarem seriamente esse formato. Encontramos esse artigo, publicado recentemente pelo VP de Marketing da WeWork, Ryan Anderson, onde ele conta como foi ser o primeiro funcionário remoto da empresa.
Para ele, o trabalho remoto é mais popular do que nunca e parece destinado a mudar a maneira como as organizações trabalham. Ele oferece aos empregadores a oportunidade de buscar talentos em todo o mundo, ao mesmo tempo em que reduz seus investimentos em imóveis e permite que os funcionários busquem novas oportunidades de carreira sem precisar se realocar e obter um equilíbrio entre trabalho e vida pessoal mais forte. Mas apoiar esse formato ainda é um desafio, já que mais da metade das empresas ainda não têm políticas de trabalho remoto.
Ele conta como foi ser o primeiro funcionário remoto de uma empresa de software em grande expansão e compartilha algumas ideias de funcionaram.
Bom, o ponto principal, segundo Ryan, é organizar previamente como isso vai funcionar dentro da empresa. “Simplesmente contratar um candidato desejável para trabalhar remotamente sem antes ter uma estratégia pode ser uma decisão desastrosa e de pouca visão”, reforça. O ideal, segundo ele, é que os líderes organizacionais incluam discussões sobre como apoiar o trabalho remoto em suas conversas regulares de planejamento estratégico e se uma organização decidir alavancar o trabalho remoto como uma estratégia para o crescimento futuro, deve fazer teste com parte da equipe antes de aumentar a contratação remota.
Para garantir a interação, é recomendado estabelecer formas preferidas de colaboração para toda a equipe. Ferramentas baseadas em nuvem podem ser poderosas, pois são facilmente acessíveis. O ideal é garantir que todos estejam aderindo às mesmas plataformas para atividades de trabalho específicas. Também é importante manter as diferenças de fuso horário em mente para não acordar alguém acidentalmente às 5 da manhã com uma mensagem!
É importante ressaltar que a maioria dos funcionários não quer apenas um emprego, quer fazer parte de algo maior – ter um senso de pertencimento e propósito em seu trabalho e fazer parte da cultura de uma organização. Infelizmente, trabalhar remotamente pode isolar, desconectar as pessoas das conversas casuais, as “reuniões após as reuniões” e outras interações sociais informais que ocorrem durante o dia de trabalho. Como uma solução para isso, é útil reconhecer essa dificuldade e pedir a toda a empresa para interagir com os membros da equipe remota além das reuniões regularmente agendadas.
E a produtividade? Como fica no trabalho remoto?
Nós já falamos bastante aqui sobre isso e a opinião de Ryan Anderson é muito similar a nossa: a produtividade não pode mais ser julgada pela quantidade de pessoas sentadas no escritório!
E, embora possa ser tentador imaginar se um funcionário remoto está trabalhando durante todo o dia, é igualmente importante garantir que ele ocasionalmente desligue o trabalho. Como o trabalho remoto combina atividades domésticas e de trabalho, muitos funcionários remotos podem cair na armadilha de trabalhar durante o dia e a noite, particularmente ao trabalhar com colegas em diferentes fusos horários, sem manter o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional.
As estratégias de trabalho remoto ainda podem estar em seus estágios iniciais para a maioria das empresas brasileira, mas uma coisa é certa: o trabalho remoto não vai retroceder. As empresas que reconhecem isso e identificam os processos e procedimentos corretos para maximizar o trabalho remoto como prioridade também serão aquelas que podem gerar retenção de funcionários, produtividade e experiência geral no local de trabalho.
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*Com informações de Entrepreneur
** Esse post faz parte da parceira entre a HOM e o Adoro Home Office. A HOM é uma empresa especializada em ajudar organizações a implantarem e gerenciarem novos modelos de trabalho a distância. Clique aqui para saber mais.