home office é vantagem competitiva
Itaú e Bradesco reduziram o trabalho remoto nos últimos meses. iFood, Hotmart, QuintoAndar e Pipefy fizeram o oposto: mantiveram a flexibilidade e passaram a usá-la como vantagem competitiva na hora de atrair gente.
O contraste diz muito sobre onde está o poder de barganha no mercado de trabalho brasileiro em 2026.
O preço de puxar todo mundo de volta
Segundo levantamento da consultoria de recrutamento Robert Half, profissionais de tecnologia exigiriam pelo menos 20% de aumento salarial para aceitar um regime presencial integral. Não é um capricho: é o valor que esses profissionais atribuem à flexibilidade que já conquistaram.
Outro dado da mesma consultoria reforça o ponto. Apenas 16% dos candidatos colocam o trabalho 100% presencial como primeira opção. E 42% dizem que topariam ganhar menos dinheiro para manter o home office ou o híbrido.
Empresas que ignoram esse número estão, na prática, cobrando um imposto invisível de quem topa voltar: salários mais altos, turnover maior, ou os dois.
Quem ficou de fora da onda de volta ao escritório está lucrando com isso
iFood, Hotmart, QuintoAndar e Pipefy não são exceções isoladas. Fazem parte de um grupo de empresas de tecnologia e startups que trata a flexibilidade como parte do employer branding, não como um perk qualquer. Enquanto instituições financeiras tradicionais reforçam a presença física em nome de cultura e colaboração, essas empresas usam exatamente o argumento contrário para competir por talento: quem trabalha de qualquer lugar tem acesso a profissionais que jamais consideraria uma vaga presencial em São Paulo ou no Rio.
Isso muda o tamanho do funil de candidatos. Uma vaga 100% remota compete com empresas do Brasil inteiro, não só da cidade sede. E compete, cada vez mais, com vagas internacionais que pagam em dólar.
O home office virou moeda de troca, não modelo operacional
Até pouco tempo, trabalho remoto era tratado como um jeito de organizar a operação. Hoje funciona como benefício cobiçado, do tipo que aparece em processo seletivo ao lado de plano de saúde e vale-refeição.
Empresas que sustentam essa flexibilidade sem abrir mão de resultado provam um ponto que o Adoro Home Office defende desde 2015: home office bem estruturado não é sinônimo de menos exigência. É modelo de trabalho sério, que exige disciplina de quem trabalha e clareza de metas de quem gerencia. As empresas que fazem isso funcionar colhem o benefício de atrair quem outras empresas perderam no meio do caminho.
Fontes: Robert Half (dados 2026, citados em levantamento da Divulga Vagas e do portal Empregos); Blog Divulga Vagas, “Empresas Que Contratam Home Office em 2026 no Brasil”; Carreiras Empregos, “Como Está o Home Office em 2026?”.
Nota: os percentuais da Robert Half aparecem citados de forma indireta, via reportagens de terceiros. Recomendo confirmar os números direto na fonte primária (Robert Half) antes de publicar, caso queira citar os dados com mais precisão.

Inscreva-se no nosso canal do YouTube
Siga o @adorohomeoffice no Instagram
Receba nossa newsletter mensal



